Brasil: Após quebra-quebra na USP, deputado quer multa de R$ 384 mil e expulsão para quem vandalizar universidades
Proposta de Tenente Coimbra (PL-SP) prevê o desligamento de alunos envolvidos em danos a patrimônio educacional; objetivo do texto 453/2026 é proteger documentos, bens e equipamentos públicos
Após os episódios de depredação registrados durante a invasão à Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) no início deste mês, o deputado Tenente Coimbra (PL-SP) protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) um Projeto de Lei (PL) que estabelece diretrizes de proteção patrimonial para instituições de ensino públicas.
O texto 453/2026 prevê multa de até 10 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (UFESPs) - o equivalente a R$ 384,2 mil - para quem danificar estrutura, bens e documentos universitários, além da possibilidade de desligamento de alunos envolvidos nos atos de vandalismo.
A proposta do parlamentar liberal visa proteger documentos, bens e a estrutura pública das instituições de ensino estaduais e determina que o responsável pelos danos ao patrimônio público educacional ficará obrigado a ressarcimento integral.
A matéria de autoria de Coimbra também autoriza a aplicação cumulativa de multas administrativas e prevê que os valores arrecadados sejam destinados prioritariamente à recuperação e à preservação das estruturas afetadas.
Entre os patrimônios protegidos pelo PL 453/2026 estão prédios, salas de aula, laboratórios, bibliotecas, centros de pesquisa, equipamentos eletrônicos, sistemas de informática, banco de dados, documentos físicos e digitais, bem como acervos científicos e culturais das universidades públicas paulistas.
Para o deputado estadual, os acontecimentos registrados no último dia 7, quando estudantes ocuparam o prédio da Reitoria da USP, durante movimento grevista, “escancaram o desrespeito de estudantes - muitos ligados à Esquerda -, com o patrimônio público”.
Na ocasião, manifestantes derrubaram portões e danificaram partes do edifício, o que levou a USP a classificar o episódio como ato de violência e depredação do patrimônio público. A ocupação mobilizou a Polícia Militar (PM) e intensificou o debate sobre as reivindicações estudantis e os limites de mobilizações em unidades de ensino superior:
“As últimas ocorrências tornam necessária a criação de mecanismos legais mais claros para a responsabilização dos autores dos atos de vandalismo. Não se trata de restringir o direito de manifestação, de greve ou a participação política da comunidade acadêmica. Contudo, é preciso assegurar que eventuais excessos sejam devidamente apurados e que os responsáveis sejam identificados e punidos”, reforça Coimbra.
Advertência, suspensão e desligamento definitivo
O PL 453/2026 estabelece sanções disciplinares aplicáveis a estudantes envolvidos em danos dolosos ao patrimônio universitário. As punições variam entre advertência, suspensão e desligamento definitivo, conforme a gravidade da infração e reincidência. O projeto ainda prevê que delitos coletivos tenham responsabilização individual dos envolvidos identificados:
“É importante também esclarecer que este projeto (453/2026) garante a autonomia universitária, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa de qualquer indivíduo que vier a degradar o patrimônio público”, conclui o deputado liberal.
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